| pagina seguinte |
| poesia |
| cronicas |
| contos |
| cultura |
| educação |
| agenda cultural |
| humor |
| ambiente |
| solidariedade |
| assuntos europeus |
| ciência |
| tecnologia |
| colunas/empresa |
| biografias |

Euclides Cavaco Apresenta no RAIZONLINE o seu novo CD «Quando o Meu Canto é Poesia»

Aos Amantes da Poesia
Neste meu 5º CD, apresento uma diversificação de poemas declamados assaz variada a fim de poder satisfazer simultaneamente o maior número de preferências poéticas dos amantes da poesia.
Estou contudo consciente que não obstante esta minha diligência, não pretendo de forma alguma agradar a todos. Tenho a minha própria maneira muito peculiar de escrever e dizer poesia, sem tentar imitar ninguém, nem tão pouco colocar-me ao nível dos grandes senhores da palavra, a quem rendo a minha reverência.
A minha determinação é tentar dignificar e propalar a poesia portuguesa sem pretensiosismos dando-lhe alma e sentido nesta minha constante da vida, levando-as nas asas da saudade sempre mais além com este meu nobre orgulho de ser português e ter o sublime privilégio de a poder expressar na Língua mais maravilhosa do mundo...
Fruto da minha vontade
Ofereço com cortesia
A todos com amizade
Quando o meu canto é Poesia
Euclides Cavaco
Indelével Saudade
Eu choro nos meus versos a saudade
Que é dos ausentes a eterna companheira
Como parte do seu ser que sempre há-de
Ser uma angústia que alimenta a vida inteira.
Deixei chorar minha caneta de amargura
Porque sentiu do seu poeta a emoção
Viu que as palavras nada tinham de loucura
Eram ditadas dum plangente coração...
E a caneta vai chorando em cada dia
Da minha mão sentindo a fragilidade
Porque ela entende dum ausente a agonia!...
São os meus versos portadores dessa ansiedade
Feita palavra...E filha da nostalgia
A qual nós demos o nome de Saudade !...
Lagrimas Caladas
Meus olhos são de lágrimas nascentes
Que frias correm, sempre em constante lamento
Na sua angústia como se fossem correntes
Que só convergem junto ao mar do sofrimento !...
Ocultas lágrimas em silêncio derramadas
Dissimuladas em sigilo e sem guarida
São o refúgio das minhas mágoas caladas
Que a alma sente das tristes penas da vida...
E cada lágrima deixa a marca amargurada
Dum suplício que não se vê e só se sente
Feito infortúnio da sorte desventurada...
Amarga é a dolência gotejada
No tácito pranto de solidão plangente
Presente na dor... duma lágrima calada !...
Madrugada da Vida
Saudades do meu berço, hoje lembrança,
Da doce infância, desse tempo então sagrado,
Em que tinha minha mãe, eterna esperança …
A embalar com ternura, o filho amado!...
Ensinou-me com afago e docemente,
O seu saber, num universo cristalino,
Puras lições que ainda leio no presente,
Oriundas do meu berço matutino!…
Aprendi nessa candura em sonho ledo,
A sorrir ao que a vida tem de belo …
Arrostando o iníquo mundo sem ter medo.
Recordo agora saudoso…e em segredo,
Meu leito de criança mui singelo,
Que minha alma chorou...perder tão cedo!...
Solicitude
Rasguei da terra o ventre e, semeei,
Em fértil solo, pequenina uma semente,
Que após nascer com cortesia cuidei
E vi crescer pouco a pouco lentamente !...
Reguei com mil cuidados a raiz
E o tempo a fez viçosa com a idade,
Vê-la aumentar fez de mim um ser feliz,
Por ela ser a minha árvore d'amizade...
A vida inteira dediquei p'rà conservar,
Sem a deixar nem um momento ao abandono,
Não fora tão somente «o plantar»!...
Aquela árvore é p'ra mim todo um tesouro,
Porque as folhas que colhi em cada Outono,
São os amigos... Que valem mais do que o ouro!...
O tempo que não vivi
Só bem tarde me foi dado constatar,
Que outro mundo havia assaz diferente,
Daquele que o destino me quis dar,
Onde tudo acontecia lentamente…
Poderia ser menino, mas não fui!…
Nem me foi dado saber que existia
O direito à igualdade, que inclui
Para todos o mesmo Sol, em cada dia.
Apenas vegetei… Sem ter sabido,
Que outro mundo havia mais coerente,
Onde a vida tinha muito mais sentido…
E hoje, choro triste e comovido,
Esse vazio, que lamento amargamente,
Do tempo que vivi… Sem ter vivido!…
Corações de Pedra
Os seres humanos constroem hoje altos muros,
Para uns dos outros, sem amor se dividirem,
Utilizando seus corações de pedra «duros»,
Para não se verem, não falarem nem se ouvirem.
Perderam o sentido da amizade,
Ofendem-se uns aos outros sem razão
E depois nunca lhes nasce a vontade
De se unirem em reconciliação.
Os dias belos deste tempo em que vivemos,
São frustrações, pois vivê-los não sabemos.
Só construímos entre nós separação!...
E cada dia, está mais presente este drama.
O ser humano, hoje odeia mais do que ama,
Petrificando lentamente o coração!...