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POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ

 

 

DONA...

Dona, o que tens que me aprisionas?
Ainda que me ignores simplesmente!
Quando passas...
Ah! Dona...
Dispo-te com meus olhos loucamente!

Ressuscitas o animal!
Pequeno e imbecil...
(Pobre de mim)
Um ser anormal buscando teu cio.

Seria este jeito de senhora?
Teus grisalhos me enlouquecem...
Nas cores da lua lá fora,
com cheiro todo silvestre!

Tens tantas coisas...
Não conseguiria descrevê-las!
As coxas alvas que imagino...
Torneadas e parelhas!

Esse jeito sério?
Com olhos felinos ao mesmo tempo...
Traz-me gosto de adultério,
nos sonhos alucinados que invento!

A tua maturidade...
Es fruta madura no galho!
Pendente às minhas mãos,
que não te alcançam,
neste desejo imaginário!

O colo que mostras no decote,
escondendo teus seios perfumados?
(Quase morro nesta hora)
Seria Empório Armani ou estaria enganado?

Euphoria?
212?
Amor, amor?
Bulgari?

Ah! Dona, me deixas tentado!
O pior: aprisionado...
Com sentimento de culpa,
pois, és puro pecado!

Seriam tuas unhas de bela tigresa?
Tua notória beldade?
Por seres desejada e proibida,
com teu charme já na terceira idade?

Vingar-me daquele que a tem?
Sem qualquer amor, porém...
Dono legítimo e seu par!

Ah! Dona se tu soubesses...
Além deste mundo que vives sem graça,
existe um outro prontinho a te esperar!

09/02/2010


«O maior pecado que um homem pode cometer, é dizer que ama uma mulher sem que seja verdadeiro»

 

APAIXONEI-ME!

Quem duetaria comigo esta dor?
Alguma poetisa que me lê nesta hora?
Talvez carregue um pouco dela,
seja como for...
Quando for embora!

Um homem entregue é o que sou.
Vivo a mais perdida das paixões!
Aquele que andou por seus caminhos
nas mais fugazes ilusões...

Nem faço conta das bocas que beijei,
dos corpos que tive em minha cama...
Juras de amor? Nem sei...
Perdidas e profanas!

Por estas voltas sofri...
A cada retorno a cama vazia!
Por quantas noites de insônia bebi,
disfarçando minha melancolia...

Noutras, arranhava a alma
em toda emoção sem valor...
Quando o corpo por nada entregava,
por uma noite barata de amor!

E a vida passava sem que eu visse...
Entre cantigas e mulheres perdidas!
Poesias jogadas por sobre balcões,
da consciência qual lágrimas sentidas...

Hoje, apaixonei-me!
No tempo que já não tenho...
Por esta coisa chamada vida.

Morro buscando-a, sem qualquer ilusão!
E por mais que a aperto em meu peito...
Vaza sem piedade por minhas mãos...

04/3/2010

«Não deixe portas entreabertas.
Escancare-as... ou bata-as de vez.
Pelos vãos, brechas e fendas,
passam apenas semiventos,
meias verdades e muita insensatez».
Cecília Meireles

 

CONTIGO APRENDI...

Meu amor quando tu vais,
sou inteiro ciúmes!
Quando voltas a tua terra e
lá sussurras teus queixumes...

Ah, meu amor, não tens idéia...
Gela o meu peito sozinho!
Não me aquece esta paulicéia,
distante dos teus carinhos!

Falta-me alguma coisa...
Sinto-me sem as mãos e pernas!
Sou hospedeiro infeliz,
da saudade que em mim hiberna...

Ainda que me deixes por companhia,
o vento que te beijava todos os dias,
Parte de minha alma carregas,
E a outra é quem fica vazia!

«Contigo aprendi...»
Um amor incondicional!
E quando li...
No livro de tua alma sobre o amor imortal...

«Contigo aprendi» a ter
fé e acreditar...
( Homem abençoado)
Tornar-me assim um reinvento e
driblar o tempo a me esperar!

Vais ? Eu envelheço um pouco e
quando voltas retorno menino!
No teu colo profano o tempo pouco,
a chorar meus desatinos...

Ainda que me deixes as tardes no poente
e estrelas no céu perdidas...
Tenho um que de descrente,
na alma querendo vida !

Pois, descobri que és a própria!
Azar ou sorte?
Se tu não voltas? Ai de mim...
Es morte!

«Atravesse todas suas ilusões e vai descobrir que você é apenas amor.»

 

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