pagina seguinte
 
poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 











FREE 

Shipping with orders of $75 or more! CODE: ADWFS75

FREE 

Shipping with orders of $75 or more! CODE: ADWFS75

 EDIÇAO Nº77 , 1º NUMERO  DE JULHO DE 2010      EDIÇAO Nº77, 1º NUMERO  DE JULHO DE 2010     EDIÇAO Nº77, 1º NUMERO  DE JULHO DE 2010      EDIÇAO Nº77, 1º NUMERO  DE JULHO DE 2010

COMENTARIOS GERAIS       COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO.        COMENTE !        QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.         VEJA O NOSSO LIVRO DE VISITAS.

LINKS E SITES        Passe o rato para parar o scroll       OS NOSSOS FAVORITOS   VAMOS TER UMA RADIO   A RADIO RAIZONLINE   OS MELHORES BLOGS    VAI SER LEITOR E OUVINTE RAIZONLINE

MANTENHA O NOSSO JORNAL SEMPRE  INDEPENDENTE - BLOG UM - BLOG DOIS - BLOG TRES - BLOG QUATRO - Siga o seu noticiário dia a dia. Agora lendo, em breve lendo e ouvindo!    

Agenda de EventosEmail Blog UmMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Blog DoisColaboradores Blog Tres


FEEDS


 

Página de Arlete Deretti Fernandes

Pássaro ferido

«Quando você por fim voltar à sua cidade natal, vai descobrir que não sentiu a falta de sua casa, mas sim de sua infância». (Sam Ewing)

Eles foram amigos de infância em uma pequena cidade do interior. Tinham em comum a vinda de suas famílias da Itália, no tempo da emigração. Eram vizinhos. Correram juntos atrás de pássaros, de borboletas, de cabritos e de pirilampos, estes bichinhos mágicos com suas lanterninhas acesas. Gostavam de espantar os frangos para vê-los espalharem-se cacarejando e soltando penas para todos os lados. Procuravam ninhos de galinha de angola nos morros, sempre recheados de ovos.

Por muito tempo não souberam o que era calçar um sapato. Tempos bons, em contato com a Natureza. Brinquedos infantis, não existiam para comprar. Tinham que usar da própria criatividade para construir um carrinho, que para eles era a coisa mais linda. Saiam a correr imitando os sons de um automóvel.

Passados alguns anos, os pais os encaminharam para um seminário. Iriam ser padres. Um deles tornou-se uma alta autoridade eclesiástica. O outro, preferiu casar-se e foi um honrado pai de família.

Em algumas ocasiões, visitavam-se. Suas conversas versavam sobre a igreja, as famílias, a infância feliz que viveram juntos, as vocações religiosas. A política do Vaticano, brevemente alçaria o clérigo a um cargo cobiçado muito importante.

O dueto de amigos, em uma de suas lembranças cômicas da infância recordou de um banho de rio. Ambos voltavam da escola para suas casas, em um belíssimo dia de verão. No meio do caminho resolveram banhar-se numa cachoeira, que estava convidativa e deliciosa, com suas águas frescas a correr em meio às pedras e a mata verdejante.

Como não podiam chegar em casa com suas roupas molhadas, porque naquele tempo a lei era vara de marmelo nas pernas, despiram-se e deixaram as vestes sobre alguns arbustos.

Mergulharam e nadaram naquelas águas cristalinas. Cardumes de peixes miúdos saltitavam. Aves gorgeavam. Era uma delícia sem igual.

Viram um belo pássaro cair ferido, talvez por alguma pelotada. Tentaram reanimá-lo, mas não teve jeito. Observaram que a fêmea soltava um gorgeio triste de cima de um galho de árvore, junto a um ninho com filhotes.

Esqueceram-se das horas. Após algum tempo saíram da cachoeira, mas ao procurar sua roupas, elas não estavam mais no lugar onde as deixaram. Alguém que ali passara as escondera para pregar-lhes uma troça. Saíram pelados, sem saber o que dizer em casa. Quando viram o vulto de alguém em caminhada, subiram em uma alta árvore copada para não serem vistos naquele estado.

E os dois, agora na idade adulta, comentavam com alegria muitos episódios. Muitas recordações traziam-lhes lágrimas aos olhos. Lembraram-se do pássaro ferido de suas infâncias. O clérigo tinha em seu olhar e em sua alma um quê de tristeza. Seus cabelos grisalhos ajudavam a fazê-lo um belo homem.

Como aquele pássaro ferido de sua infância ele optou pelo cargo eclesiástico, que seria uma honra para sua terra e para seus familiares. O ninho que planejou construir para sua amada, não chegou a existir. E ele comparou a sua dor com a dor daquele pássaro que tentaram reanimar. Mas aí, já era tarde para voltar atrás.


Amor - Paixão


Deixa-me depositar em tua boca
Estes deliciosos beijos da paixão.
Que me embriagam e me deixam louca,
Dominando-me e ensurdecendo-me a razão.

Deixa-me sentir-te em meu corpo quente,
Em adoráveis toques dos sentidos,
Arder a louca paixão que nos invade
E que faz-nos penetrar num paraíso.

Ir ao céu e voltar nestas carícias,
Ao embalo deste amor que me fascina,
Desejar que estes momentos de delícias

Nunca acabem, perpetuem-se numa sina.
Que estes suspiros, estes ais e os tremores
Sejam o êxtase deste amor que me alucina.


No final do arco-íris, existe um pote de ouro...

Lagarta, com muitos esforços saí do casulo: metamorfoseei-me.

Mariposa, vaguei por muitos espaços, queimei as minhas asas em algumas lâmpadas.

Borboleta irrequieta e colorida, busquei o néctar em cada flor que posei, e também ali deixei o pólem fertilizante da paz. Suas cores e perfumes interpretei.

Quis voar até o alto de montanhas escarpadas, que minhas asas trêmulas tentavam alcançar. Algumas vezes estatelei-me no espaço muito elevado para minhas frágeis asinhas.

Planta, podei ramos, e com muita dificuldade eliminei pragas daninhas que me sufocavam. Que se iam e que voltavam.

Grama, catei inços antes que tomassem conta do meu lindo tapete verde glauco, mas meus métodos eram ainda muito precários.

...................................................................................................................................

O fato é que desembarquei numa madrugada de inverno, quando o sol já expandia seus primeiros raios.

Uma freira alemã me banhava, conversando comigo em sua língua!!!

Cresci e inquieta percorri caminhos diversos, todos muito rígidos, até que um dia encontrei aquela estrada que tocou meu coração.

Desde criança sofri dores que nunca imaginara sofrer: as dores da alma.

Amei e amo, e aprendi o significado da dor.

Hoje foi-me dada a missão de semear as sementes que encontrei noutras paragens.

Numa das curvas da minha caminhada havia um out - door onde estava escrito:
- Finalmente encontraste o que tanto procuravas!!!

Comecei, desde aquele dia então, a percorrer o caminho do arco-íris!!!

 

COMENTE ESTA PAGINA