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Lídia Frade
Biografia e Poemas (EU - POEMA A UM DEUS - O MAR E EU)
Lídia Frade Nasceu no lugar da Ponte do Celeiro, Freguesia de Almoster, Concelho de Santarém. Muito cedo começou por cultivar a sua criatividade, lendo quase todos os romances clássicos, disponíveis na época através das carrinhas da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian.
A sua participação a nível sociocultural foi de grande relevo, primeiro, fazendo recolhas de canções populares dos usos e costumes para o reportório do grupo de Folclore da localidade de Vila Nova do Coito, Freguesia de Almoster, onde viveu, e de onde levou o nome da Associação Cultural Vilanovense com músicas e canções de recolha à sua participação no festival para crianças «CANTAROLANDO», integrado na FEIRA DA AGRICULTURA.
Começou a escrever pequenas coisas, como poemas para serem cantados, ou textos para teatralizar, trabalhando com um grupo de jovens de todas as idades e promovendo espectáculos na sua colectividade, assim como em deslocações para actuação nas colectividades vizinhas.
Colaborou com a Câmara Municipal de Santarém nas comemorações do 25 de Abril em «CANTARES DE ABRIL», em Festivais das Festas da Cidade de Santarém como o «VAMOS CANTAR SANTAREM» onde ganhou em 1989 o 3º PRÉMIO DE LETRA e MUSICA, e em 1990 o 1º PREMIO DE LETRA, o 1º PREMIO DE MUSICA e ainda o 1º Prémio de Interpretação com o «GRUPO CANTARES DA VILA» de música popular regional, com a sua formação.
Participou em Jornais Regionais assim como nas Rádios Regionais em programas de Poesia.
As suas primeiras publicações:
Participação no livro «Naquele tempo era assim», sobre a freguesia de Almoster, publicação «Câmara Municipal de Santarém», participação no livro «Antologias para Novos Autores», Editora Minerva, nas 3ª e na 4ª Edição, seguindo-se uma publicação de autora, em 1999, do livro de poesia «UMA PEDRA NO CHARCO, REFUGIO”.
Publicação, agora, do seu livro de poesia «AMOR ETERNO» INTERREGNO E SILENCIO» - e «A FAZENDA ONDE VEIO A LUZ AO MUNDO» em 2010.
POEMAS DE LIDIA FRADE
EU
Não fosse eu ser quem sou
Em luta, revolução,
Não fosse ser
Quem sempre amou
Toda alma e coração.
Em tempos de guerra
Ser descontracção.
Em dias de tédio
Imaginação.
Não fosse eu ser, quem sou
Em ideias e ficção
Ser toda entregue
Em trabalho, em poema, em paixão
Não fosse eu ser
Ponto de apoio
Árvore de amor
E venceria a frustração.
Não fosse eu ser quem sou
Inspiração de poeta amador
Ser mãe, ser mulher e amiga
Ser fonte de amor
Ter alma cigana
E uma estrela a brilhar
Ter JESUS nessa estrela
Para me guiar
Não fosse eu ser quem sou
E não estaria aqui
Este poema a cantar.
POEMA A UM DEUS
Foi á muitos anos
Que o conheci
E com todas as forças
Da juventude
O adorei...
Era luz a brilhar
Em todos os sentidos.
Coloquei-o bem alto
Num pedestal
Onde, só eu
O devia adorar.
Passaram os anos
Então descobri
Preciso de mais!
E criei em mim,
Com toda a alegria
Duas estrelas
Lindas, brilhantes.
Pedestal reforçado,
Ao centro o meu Deus
E uma estrela de cada lado
Vigília permanente,
Sacrifícios feitos,
Lágrimas, trabalhos, canseiras
E o pedestal fechado
No meu coração.
O MAR E EU
Grandioso é teu poder e querer.
Beijando a rocha tão firme
Como na vida tão firme
Uma rocha, eu queria ser.
Recolhes ó mar, em teu abraço,
E recuas no teu suave beijar,
Calmamente, levas contigo o desejo
E é mais forte, o teu beijar.
Mar calmo, maré vazia,
Água límpida transparente
Tão suave como mão que acaricia.
Onda leve tão envolvente
Como saliva tocando um corpo
Em desejo escaldante, de areia quente.