pagina seguinte
 
poesia
 
cronicas
 
contos
 
cultura
 
educação
 
agenda cultural
 
humor
 
ambiente
 
solidariedade
 
assuntos europeus
 
ciência
 
tecnologia
 
colunas/empresa
 
biografias
 
 
 

Give Dad a great gift!  Save on select HDTV's for Father's Day





Wusthof Gourmet Sale, 50% off Std Shipping plus FREE Std Shipping on $99+
Payroll Practioner Resources



 EDIÇAO Nº82 , 3º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010      EDIÇAO Nº82, 3º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010     EDIÇAO Nº82, 3º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010      EDIÇAO Nº82, 3º NUMERO  DE AGOSTO DE 2010

COMENTARIOS GERAIS       COMENTARIOS TEXTO A TEXTO NO FINAL DE CADA ARTIGO.        COMENTE !        QUEREMOS OUVIR A SUA VOZ.         VEJA O NOSSO LIVRO DE VISITAS.

LINKS E SITES        Passe o rato para parar o scroll       OS NOSSOS FAVORITOS   JA TEMOS UMA RADIO   A RADIO RAIZONLINE   OS MELHORES BLOGS    SEJA LEITOR E OUVINTE RAIZONLINE

MANTENHA O NOSSO JORNAL SEMPRE  INDEPENDENTE - BLOG UM - BLOG DOIS - BLOG TRES - BLOG QUATRO - Siga o seu noticiário dia a dia. Agora lendo, em breve lendo e ouvindo!    

RÁDIO RAIZONLINEEmail Blog UmMotor de BuscaNewsletter AVALIE-NOSLivro de Visitas Anuncios Gratis Homepage Blog DoisColaboradores Blog Tres


FEEDS


 

Poesia de Cremilde Vieira da Cruz

 NUM APICE - DESCAMINHOS

 

NUM APICE

E se o sol se dependurasse
Sobre teus pensamentos confusos
E, num ápice,
Tuas ideias aclarasse?

Quem sabe se tremenda tempestade
Penetrou teu coração
Com o soltar duma gota de orvalho
Diante de teu olhar distraído?!

Quem sabe se tua inquietação
Foi um nevoeiro qualquer
Que se dependurou dos céus
Em manhã de chuvas magoadas?!

Quem sabe se tua inquietude se impôs
Com a aproximação das trovoadas
Dum Outono invernoso,
Ou de qualquer anoitecer
Sem a voz duma lâmpada acesa?!

E se o sol se dependurasse
Sobre tuas mãos ansiosas
E, num ápice,
Tua mão agarrasse
E te levasse pela mão
Com rumo ao rumo certo?!

Talvez o sol se dependure!..

 

DESCAMINHOS

Escorre da vidraça uma chuva vulgar de Outono,
Lavada como cristais.
Cá dentro, o sono de todas as almas,
O peso nos olhos de noite mal dormida.
As prateleiras estão cansadas,
Tanto que os livros pesam
Tanto peso da poeira.
Guardo meu silêncio logo pela manhã.
Tiro um livro da prateleira,
Descanso em sua leitura minha canseira
De palavras mal soadas, vãs.

A cidade está triste
E sente no corpo o peso da névoa dependurada
Do céu cinzento de nuvens negras.
É indiscutível que estou como a cidade.
As ruas estão povoadas de guarda-chuvas,
Mas apesar disso existem corpos molhados.
Está latente na minha aparência,
Nos tremores que sinto,
Na roupa molhada,
Que a chuva se dependurou nos meus ombros,
Se agarrou a mim com fúria
E me encharcou até à alma.

Não há vigílias que me acordem
E estagno no silêncio da aragem;
Se me diz uma palavra breve
Ou me toca ao de leve, divago
Como se tivesse asas nos pensamentos,
Mas sinto um peso enorme nos pés.

Iludo-me às vezes com qualquer rumor das árvores,
Com o deambular dos galhos à passagem do vento,
Mas estranho a rapidez do ruir de meus sonhos
Sempre partidos para parte incerta,
Deixando um hálito amargo em minha boca.


Pesa-me um peso enorme sobre as têmporas,
E sobre a consciência o terror de a não sentir.

O mundo depara-se-me às avessas,
Ou sinto-me como se tivesse a inocência das crianças,
Quando falsas verdades acordam meu tédio.

E inútil tentar seguir o caminho
Nesta vereda de labirintos e descaminhos.
As miragens são sombras
Como palavras sem vestes;
Fazem-me esquecer que vivo
E sinto um apagamento dentro de mim
Como se não vivesse na realidade.
Penso que tenho a noção do que é a paz,
Mas senti-la, não sou capaz.

A chuva não cessa.
O mesmo acontece com minha inércia
E fico prostrada aqui
A olhar a chuva.

 

Cremilde Vieira da Cruz

 

COMENTE ESTES POEMAS 

Create your own  Social Website