Poesia de Sanio Aguiar Morgado
HAWKING, DOR DE AMAR, CONDENADO
HAWKING
A inequação
matemática, como
pontos e virgulas,
os parênteses e
todos os casos
em que a equação for
diferente de zero.
Determinada,
nunca impossível,
onde a raiz não
se torne nula,
fique uma dízima,
com o quociente par,
haja resto e o
subtraendo igual
a diferença. Uma
raiz quadrada de
um numero negativo,
com incógnitas,
sinais contrários,
no fim só catetos,
hipotenusas, senos,
co-senos e tangentes.
Toda a matemática,
equação quântica,
antimatéria das galáxias,
buracos negros,
universos paralelos,
expressão matemático
filosófica: (vida;0).
DOR DE AMAR
O verso corta-me a ideia
e desta ferida
tinge o papel
a alma dolorida.
Sangra e arde a dor sentida,
como saudade que
aberta talvez
nunca cicatrize.
Só um poema, antídoto
extraído deste mal,
alivia, consola e seca
meu peito afinal.
E quando penso melhorar,
sangra-me de novo
a ideia pelos mesmos
encantos de amar.
CONDENADO
O tempo parou
aqui dentro de mim,
desligaram todos os fios,
mas ainda estou respirando.
A morte chega
em vida, convivemos
com ela, logo não
haverá mais planos.
Sinto o coração parado
como folhas sem vento,
para quê o pensamento,
os sonhos e o amor?
Ainda vejo como tudo ficou,
todas as mudanças que
me aconteceram e o
que restou do mundo.
| pagina seguinte |
| poesia |
| cronicas |
| contos |
| cultura |
| educação |
| agenda cultural |
| humor |
| ambiente |
| solidariedade |
| assuntos europeus |
| ciência |
| tecnologia |
| colunas/empresa |
| biografias |
