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POEMAS DE JOSE GERALDO MARTINEZ
MINHA FILHA ...; Solidão! ; ODEIO...
MINHA FILHA ...
Que tu venhas, minha filha,
sem qualquer mudança interior...
E sejas aquela cheia de alegria,
coberta de singeleza e amor!
Que tu sejas, minha querida,
eterna guerreira da moral...
E saibas por tuas trilhas,
enfrentar qualquer mal.
Que nunca percas a sensibilidade...
E que te sobre uma lágrima a um desgraçado!
Um perdão a qualquer inimigo,
ainda que este não a tivesse perdoado.
Que tenhas sempre a consciência limpa,
quando olhares para teu filho em qualquer
tempo...
E saibas compartilhar com teu marido e seres
sábia no casamento!
Nunca percas a honra!
Sublima a dignidade...
Custe a ti o que custar,
nunca te afastes da verdade!
Não esqueças de tuas orações...
O contato direto com o Pai!
Dobrar os joelhos se preciso,
ao perdão que o mal atrai...
Que não te afastes dos amigos!
E tua casa seja uma igreja de portas abertas...
Tua sala um grande abrigo e Jesus contigo,
para teus momentos de horas incertas...
Nunca percas a criança dentro de ti !
Aquela que adora bichinhos...
E não te envergonhes de mostrá-la,
em qualquer momento de carinho!
Tu adoras a chuva...
Gostas das enxurradas!
Não acanhes em te banhares,
se tens a alma toda lavada!
Teu arco-íris estará presente...
Sempre após o aluvião!
Um pote de ouro ao final dele,
guarda sempre uma ilusão...
Sê sempre grata!
Tenhas doce o coração...
A certeza que ninguém vence sozinho,
bendita sejam tantas mãos!
Que tu venhas, minha filha,
todos os dias a casa deste velho pai
mesmo em minha ausência...
Sintas em ti na vida que esvai,
quando não mais me encontrar...
Minha eterna presença!
«poema dedicado a minha filha
Erika Regina»
Solidão!
Trago tuas mãos imaginárias
pelas noites onde estou cibernético...
Abraço as emoções irreais,
quase insano, réu confesso!
E beijo tua boca em minha pura
heresia...
Solto a fantasia no desespero da solidão...
(Maldita seja)
A me acolher por mais um dia!
Gozo a dor de um só...
Dela me infesto nefasto!
O que se há de fazer?
Se é ela quem me procura teatral,
sem ensaio...
(Solidão ingrata)
Tão latente, real, ao primeiro ato!
18/02/2010
- a magia do primeiro amor é ignorar que ele vai se acabar.
( Martinez)
ODEIO...
Odeio teus cabelos castanhos,
a forma como te vestes...
Teus olhos com cor de graúna,
imitando a noite celeste!
Odeio tuas mãos afiladas,
dessas típicas, das pianistas...
Tuas coxas torneadas,
delineadas de alpinistas!
Odeio teus lábios,
ainda que sejam de carmim...
Teu sorriso mostrando os dentes,
esculpidos com marfim!
Odeio teus seios morenos,
rijos, medianos e parelhos...
O brilho que tem teu olhar,
parecido com espelho!
Odeio até o teu perfume...
Que ao passeio noturno exiges!
Aquele teu vestido vermelho,
que lança no ar «Amarige»!
Odeio a sombra que usas,
muito embora com sobriedade...
Quando a base em teu rosto esconde
as marcas da tua idade!
Odeio o esmalte perolado,
nas unhas que mostras, vaidosa...
As covinhas que formam em teu rosto,
com as tuas risadas gostosas!
Odeio teus pés pequeninos,
teu ventre levemente aveludado...
Os pelos descoloridos,
quais torrões de açúcar, jogados!
Odeio tua vulva aparada...
Milimetricamente esculpida!
Tapete negro de cetim,
pela noite estendida...
Odeio o jeito que andas,
teu batom da cor de cereja!
A langerie que esnobas, quando desnudas
tuas coxas com meias de seda!
Agora...
Amo uma única coisa em ti e
duas coisas em mim:
Essa incoêrencia, esse entremeio!
Em ti?
Ai de mim...
Amo tudo que odeio!
18/02/2010
«O amor, ninguém mediu ainda , nem mesmo os poetas ,
quanto cabe num coração »
_______________Autor desconhecido
