TRABALHOS DE MARIA DA FONSECA

Maria da Fonseca - Notas biográficas

Maria da Fonseca - Poemas Infantis - Visita ao Zoo - (1ª parte, 2ª parte, 3ª parte)

Maria da Fonseca - Poemas - Canção Triste - Eclipse Solar - A Lenda de S. Vicente

Maria da Fonseca - Poemas Infantis - Os Pardais com Alegria - Inocência

Maria da Fonseca - Poema e Prosa Poética - A água do mar explodiu ! (Poema) - LINHA DO HORIZONTE (Prosa Poética)

Maria da Fonseca - Poemas - Pertenço a ti, Natureza ; A Folha Ferida ...

Maria da Fonseca - Poemas - Carnaval No Rio - 2005 

Maria da Fonseca - Poemas O Sonho da Gatinha (Infantil), e Este meu Sentir

Dia de Santo António, Poema de Maria da Fonseca

A Lembrar Camões - Maria da Fonseca

Maria da Fonseca - Poemas -  A Lenda de S. Vicente -  HOLOCAUSTO - PRENUNCIO DA PRIMAVERA - VIVER EM HARMONIA- A FERNANDO PESSOA - Acto de Fé

 

 

 

 

 

 

POESIA DE MARIA DA FONSECA

 
Canção Triste A Folha Ferida ...

 

Depois da chuva, eu seguia
Apressada, saltitante.
Levava também receio
Da tempestade distante.

Porém, como por encanto,
Ergueu-se no espaço a voz
De uma estranha mulher,
Cantando pra todas nós.

Uma bela melodia
Soava no ar lavado.
Era apelo dolorido
Dum coração magoado.

“ Dê-me trabalho, Senhora,
Que eu não quero roubar…
Tenha dó desta infeliz,
Preciso de trabalhar.”

Dotada de dom sem preço,
Encheu de magia a praça,
Provando assim possuir
Algo mais do que a desgraça.

À procura de moeda,
Eu, no bolso remexi,
De muito menor valor
Que o momento que vivi.

Ao passar pela mulher,
Estendi-lha, envergonhada,
A magia da canção
A perder-se, perturbada…
 

 

Feri uma folha linda
Da minha chuva de prata.
Se tem sistema nervoso,
Decerto me julga ingrata.

- Desculpa, foi sem querer,
Respeito todo o ser vivo,
E o trato como irmão, -
Mas, um tom acusativo,

De repente, eu pressinto.
- Como faltas à verdade!
Tudo comes, satisfazes
A tua necessidade.

Dizes ser filha de Deus
E, de Jesus, muito amiga.
Até prometes amar
Tua própria inimiga.

Da Criação, os seus dons,
Agradeces, reverente,
E crês que este mundo existe
Para te servir somente.

O Senhor te deu a alma
Na vida que recebeste.
Já pensaste, minha irmã,
Como te comprometeste!

Também recebi do Alto
Esta vida que aprecias.
Presa à terra pelo caule,
A louvar, passo os meus dias!
 

 

 

Maria da Fonseca

Notas biográficas

 

Nasci em Lisboa, filha de pai português e de mãe alemã.

Sempre gostei muito de ler e ouvir o meu Pai declamar os lindos poemas da sua época que ficaram no meu ouvido germinando e inspirando a minha adolescência.

Nessa altura eu escrevia com facilidade e a escrita chegou a apresentar-se-me como uma vocação a seguir. No entanto acabei por escolher o ramo científico e tirei o curso de engenharia químico - industrial no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

Trabalhei primeiramente em Portugal e segui depois para o Brasil, onde me empreguei numa empresa industrial no Estado do Rio de Janeiro. Mais tarde voltei a Portugal para casar e segui novamente para esse lindo país que constituiu uma segunda pátria para mim. Nasceram duas filhas e mais tarde uma terceira já em Lisboa, após o nosso regresso.

Na realidade a escrita foi esquecida numa vida inteiramente dedicada à família e ao trabalho. Mas sonhava em voltar a escrever quando para tal tivesse oportunidade. E foi com muita satisfação que me aposentei e decidi que tinha chegado o momento de me dedicar às letras. No entanto ainda houve muita perplexidade quanto à maneira de aproveitar os meus anos dourados.

Só após o nascimento dos meus netos me inclinei para a poesia, que leio, estudo - frequentei um curso de Arte Poética. - e procuro escrever. Reencontrei a inspiração na observação do quotidiano. Privilegiando as quadras de sete sílabas – redondilhas maiores, e por vezes o soneto, propus-me cantar as crianças, as aves, as flores, o mar, a fé e tudo o mais que me sensibiliza.

Estou muito agradecida a toda a minha família e a todos os meus amigos que tanto incentivo me têm dado para continuar.

Na Internet tenho grandes amigos (as) que se prontificaram a publicar os meus escritos nos seus sites, dos quais destaco:

Magriça

GRACE SPILLER EM VERSO E PROSA

RECANTO DAS LETRAS

AVSPE – ACADEMIA VIRTUAL DA SALA DOS POETAS E ESCRITORES da qual sou membro efectivo

O meu site REDONDILHAS – Poemas de Maria da Fonseca.

Matizes de Ternura, Impressões de Luz e Cor, Momentos de Harmonia, Este Meu Sentir e A Cantar a Natureza são publicações da minha autoria, registadas na Inspecção-geral de Actividades Culturais do Ministério Português da Cultura.